sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) - Resumo da aula

· Vários problemas atingiam as principais nações européias no início do século XX.
· Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX.
· Alemanha e Itália haviam ficado de fora no processo neocolonial – França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor.
· A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.
· Início do século XX – forte concorrência comercial entre os países europeus – disputa pelos mercados consumidores.
· Corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou atacarem, no futuro próximo – Clima de apreensão e medo entre os países.
· A França havia perdido a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha durante a Guerra Franco Prussiana. Estavam nervosinhos.
O início da Grande Guerra
· Estopim – Assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina)
Política de Alianças
· Tríplice Aliança – formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha ( a Itália passou para a outra aliança em 1915).
· Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido. (O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países da Tríplice Entente.)
Desenvolvimento
· Trincheiras – Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território.
· Fome e as doenças.
· Novas tecnologias bélicas – tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.
Fim do conflito
· 1917 – a entrada dos Estados Unidos no conflito ao lado da Tríplice Entente – acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França.
· Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição.
· Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições.
· A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores.
· O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.
· A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.
TÉCNICA E TECNOLOGIA: INTRODUÇÃO
Vivemos atualmente no mundo do consumo da tecnologia, que nos impõe o seu ritmo acelerado de vida e de adequação ao seu modus vivendi;
A relação entre jovens e a tecnologia se estabelece através da propaganda que acompanha os objetos;
A tecnologia humana é algo recente em relação a técnica, pois esta acompanha a humanidade desde que o homem adquiriu cultura. A tecnologia surge apenas com o desenvolvimento da ciência;
Técnica e tecnologia, portanto, não são sinônimos:
- Técnica se refere ao saber humano passado de “pai para filho”;
- Tecnologia é o pensamento ou o discurso cientifico sobre as técnicas;
A tecnologia surge com a ciência moderna a partir do século XVII
As técnicas evoluíram ao longo do tempo, mas não de forma linear. Cada sociedade avançou e criou suas próprias técnicas em contato ou não com as demais sociedades
No século XIV, por exemplo, a China apresentava técnicas mais avançadas que a Europa;
A técnica evoluiu, no principio da humanidade ao acaso, sendo que na Revolução Industrial (século XVIII) ela passou a ser padronizada até o seu domínio pela tecnologia;
A relação do homem com a tecnologia nos coloca ante a algumas questões importantes:
- Dimensões éticas: Quais são as finalidades da criação e do uso das tecnologias? Quais fins elas servem?
- Dimensões econômicas e políticas: Infelizmente o surgimento das tecnologias está quase sempre ligado aos interesses políticos dos países e, principalmente, aos interesses econômicos das grandes corporações multinacionais. Um exemplo disso são as tecnologias bélicas (de armamento)
O Gênio criativo do homem, no entanto, pode e deve ser utilizado para o bem da humanidade. Só pensar que gastamos mais do nosso potencial científico com tecnologia de cosméticos ou sobre o espaço sideral do que para solucionar as misérias humanas;
Desafios da produção científico-tecnológica no Brasil:
- Difusão das inovações antigas e recentes: Através dos institutos de tecnologia, das universidades e das escolas;
- Capacitação Humana: Formação profissional adequada e sempre atualizada em relação aos novos conhecimentos tecnológicos que forem surgindo com o tempo.
Bons estudos caros alunos,
Prof. Marcelo
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Blog "Grupo de História"

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
CARNAVAL: A Festa que não sai de Moda

Veja a cronologia do Carnaval clicando no Link:
http://veja.abril.com.br/cronologia/carnaval/index.html
Fonte:
http://cafehistoria.ning.com/
Imagem: "Carnaval de Rua", Militão Santos
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
DA PAZ À GUERRA: ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

No entanto, embora as possibilidades de uma grande conflagração tivessem sido prevista, tanto pelos governos, como pelo grande público em geral, "sua deflagração não era realmente esperada". São estas contradições que o autor procura captar e que servem como pano de fundo da irrupção do conflito de 1914.
Outro ponto importante analisado por Hobsbawm é aquele que diz respeito à incompetência, tanto dos governos como dos militares, em perceber, realmente, o caráter catastrófico de uma possível guerra. Por fim, o autor faz referências à corrida armamentista e à crescente dependência dos diversos governos europeus em relação aos complexos industriais-militares que vão se estruturando no período anterior a 1914.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA: "O povo assistiu àquilo bestializado", artigo de Aristides Lobo (1889)

O artigo de Aristides Lobo, publicado em forma de carta no “Diário Popular”, descreve como o povo do Rio de Janeiro assistiu à proclamação da República pelo marechal Deodoro - bestializado, como se presenciasse uma parada militar. O artigo foi escrito na própria tarde de 15 de novembro de 1889 e veio à luz na edição do dia 18. Em tempo: Aristides Lobo era republicano.
ACONTECIMENTO ÚNICO
Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1889.
Eu quisera poder dar a esta data a denominação seguinte: 15 de Novembro, primeiro ano de República; mas não posso infelizmente fazê-lo. O que se fez é um degrau, talvez nem tanto, para o advento da grande era.Em todo o caso, o que está feito, pode ser muito, se os homens que vão tomar a responsabilidade do poder tiverem juízo, patriotismo e sincero amor à liberdade.Como trabalho de saneamento, a obra é edificante. Por ora, a cor do Governo é puramente militar, e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula.
Era um fenômeno digno de ver-se.
Bom, não posso ir além; estou fatigadíssimo, e só lhe posso dizer estas quatro palavras, que já são históricas.
Acaba de me dizer o Glycerio que esta carta foi escrita, na palestra com ele e com outro correligionário, o Benjamim de Vallonga.
E no meio desse verdadeiro turbilhão que me arrebata, há uma dor que punge e exige o seu lugar - a necessidade de deixar temporariamente, eu o espero, o Diário Popular.
Mas o que fazer? O Diário que me perdoe; não fui eu; foram os acontecimentos violentos que nos separaram de momento.
Adeus.
Aristides Lobo
(*) Cartas do Rio era o título da coluna que o jornalista mantinha no Diário Popular.
Fonte: http://www.franklinmartins.com.br/estacao_historia_artigo.php?titulo=o-povo-assistiu-aquilo-bestializado-artigo-de-aristides-lobo-1889
Carta de despedida de D. Pedro II (1889)

Mas Pedro II estava errado. Exaurida, a monarquia havia caído sem tiros e sem resistência. No dia 16 de novembro, o homem que havia comandado Brasil durante quase meio século recebeu um comunicado do novo governo provisório, informando-o sobre a proclamação da República e dando-lhe o prazo de 24 horas para deixar o país. Na madrugada seguinte, a bordo do navio “Alagoas”, Pedro de Alcântara e sua família seguiram para o exílio na Europa. Antes de partir, ele escreveu uma pequena carta de despedida ao povo brasileiro.
D. Pedro de Alcântara.”
El Rey, nosso senhor e amo, dorme o sonno da... indifferença. Os jornaes, que diariamente trazem os desmandos desta situação, parecem produzir em S. M. o efeito de um narcótico. Bem aenturado senhor! Para vós o reino do céo e para o nosso povo, o do inferno.
Fonte: